P E S A D E L O
Segunda-feira fria, estava deitado num sono maravilhoso, quando ouvi o galo da vizinha cantar, virei na cama, abri os olhos e pude constatar no relógio da cabeceira de minha cama que ainda era madrugada, simplesmente 3 horas da manhã.
Fiquei muito irritado, “que galo maldito”, porque veio cantar bem do lado da janela de meu quarto? Tentei virar para outro lado para ver se voltava a dormir, mas o sono havia desaparecido, então resolvi levantar-me.
Fui até ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto com aquela água fria que até adormeceu os meu dedos, ao olhar no espelho, quase que trincou, a minha expressão estava muito feia, nunca havia me visto assim, pensei que era pelo motivo de ter acordado no meio da madrugada.
Ao pegar a toalha para me enxugar, inexplicavelmente ouço a campainha da porta de minha casa tocar, meu coração quase saiu pela boca, “quem haveria de ser?” Enxuguei as pressas, sai do banheiro, caminhei até a porta, destranquei a fechadura rapidamente e ao abrir fiquei apavorado.
Vi um senhor magro caído na soleira, olhei em torno e não havia mais ninguém no corredor. Abaixei, toquei naquele senhor com os dedos, percebi que seu corpo estava frio e rígido, “meu Deus é um cadáver!”
No susto, corri até ao telefone, liguei à polícia e pedi por socorro.
Quando os policiais chegaram me fizeram várias perguntas, queriam descobrir quem era aquele homem, demorou muito para os policiais entenderem que aquele homem eu havia encontrado ali e também não sabia quem poderia ser. Eles chamaram a polícia científica, começaram a tirar fotos, nisso chega também a reportagem e começa outro interrogatório.
Nesse instante ouvi minha mãe dizendo, “levanta logo menino, você tem que ir à escola”, abri bem os olhos, sentei na cama e senti um alívio muito grande, tudo aquilo que estava acontecendo eram iguais as cenas do filme de terror que havia assistido ontem à noite antes de dormir, tudo não se passava de um P E S A D E L O . . .
JOSÉ CARLOS SIMONATO FRAGA







